Saúde

Doença de Parkinson: sintomas, causas, tratamentos e mais

Famosa pelos tremores, a Doença de Parkinson atinge mais de 200 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Por outro, o Mal de Parkinson ainda pode ser um mistério para muita gente. Isso porque, apesar de ser diagnosticado em pessoas com mais de 65 anos, alguns jovens podem apresentar os sintomas.

Assim como o Mal de Alzheimer, o Parkinson é uma doença neurodegenerativa e, portanto, não possui cura, mas existem tratamentos e alguns cuidados que podem aumentar e melhorar a qualidade de vida de seus portadores.

Pensando nisso, preparamos este artigo com tudo o que você precisa saber sobre essa doença. Confira o nosso conteúdo:

• O que é a Doença de Parkinson?
• Qual é a causa do tremor na Doença de Parkinson?
• Doença de Parkinson: sintomas
• Tratamento para a Doença de Parkison
• Como é o dia a dia de uma pessoa com Parkinson?
• Principais dúvidas sobre o Mal de Parkinson

O que é a Doença de Parkinson?

Como já dissemos, o Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa. Isso significa que, ao longo do tempo, as células neurológicas, também conhecidas como neurônios, vão se deteriorando.

Como consequência, a produção de dopamina é afetada e os neurotransmissores passam as mensagens com mais dificuldade. Dessa forma, seus portadores acabam sofrendo para controlar os movimentos e a própria coordenação motora.

Qual é a causa do tremor na Doença de Parkinson?

Apesar dos avanços na ciência, ainda não há uma causa comprovada para a Doença de Parkinson. O que se sabe, até agora, é que o parkinsionismo secundário, como explica o Hospital Israelita Albert Einstein, pode ser causado pelo uso de determinados tipos de medicamentos.

Os especialistas do hospital, inclusive, afirmam que há a possibilidade da causa da Doença de Parkinson ter relação com a genética e questões ambientais.

Doença de Parkinson: sintomas

Não é segredo para ninguém que o sintoma mais comum do Mal de Parkinson é, sem dúvidas, o tremor. Mas além disso, podemos identificar mais alguns sinais, entre eles:

• Lentidão motora;
• Rigidez nas articulações do punho, tornozelo, coxa, ombro e/ou cotovelo;
• Desequilíbrio.

É muito importante ter em mente que os sintomas da Doença de Parkinson não são apenas motores. Os especialistas apontam para outros fatores:

• Diminuição do olfato;
• Alteração do sono;
• Alteração intestinal.

Outra coisa que precisa ser levada em consideração, e que quase ninguém sabe, é que nem todos os portadores de Parkinson apresentam os tremores. Em cerca de 30% dos casos, por exemplo, os pacientes não possuem nenhum tipo de tremor.

Assim sendo, os sintomas mais comuns são a lentidão e a dificuldade motora. Fique atento, ok?

Tratamento para a Doença de Parkinson

Embora ainda não haja nenhuma evidência científica que nos leve à cura da Doença de Parkinson, atualmente é possível optar por alguns tipos de tratamento para retardar a doença e, assim, controlar os sintomas a médio e longo prazo.

De acordo com prescrição médica, o paciente pode fazer uso de algumas medicações disponíveis na indústria farmacêutica ou outras técnicas de reabilitação, como fisioterapia e exercícios de terapia ocupacional. Além disso, as terapias complementares ajudam – e muito – a aumentar e melhorar o dia a dia de uma pessoa com Parkinson.

Existem, ainda, técnicas de cirurgia para controle da doença. São procedimentos modernos que estão ganhando cada vez mais espaço na medicina. Converse com seu médico sobre essas possibilidades.

Como é o dia a dia de uma pessoa com Parkinson?

Não há como dizer que o Parkinson não altera o dia a dia de uma pessoa porque, de fato, a mobilidade é um fator que faz toda a diferença no cotidiano.

Mas ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o dia a dia de uma pessoa com Parkinson pode ser bastante autônomo, desde que amparado por uma equipe de profissionais qualificados e com as devidas terapias, além de uma adaptação na casa. Tema da nossa próxima seção.

Como ajudar quem tem Parkinson?

Uma das grandes reclamações de quem tem Parkinson é a questão das quedas. Para evitar que isso aconteça, é interessante equipar as paredes da casa com um corrimão ou barras de apoio. Além de ajudar a evitar as quedas, esses itens podem ser um apoio importante para o movimento dos pacientes.

Outro aspecto que ajuda bastante na autonomia dos portadores do Mal de Parkinson é a utilização de talheres adaptados, que costumam ter cabo engrossado ou outras características que facilitam a pegada. Esses talheres são adaptados para dar mais sustentabilidade e ajudar na hora da alimentação.

Confira aqui os talheres com cabo engrossado da Ortoponto!

Principais dúvidas sobre o Mal de Parkinson

Nós já esclarecemos as principais informações sobre o Mal de Parkinson, mas algumas dúvidas ainda podem ter ficado por aí. Por isso, confira, a seguir, outras perguntas comuns sobre a doença!

Porque a Doença de Parkinson atinge mais os homens?

Essa é mais uma questão que ainda espera uma descoberta. Algumas pesquisas, como o estudo de Marzia Baldereschi, por exemplo, indicam que para cada mulher, dois homens possuem Parkinson. Entretanto, os cientistas ainda não encontraram uma explicação para isso.

Qual é o tempo de vida de uma pessoa com Parkinson?

A verdade é que a expectativa de vida de uma pessoa com Parkinson é a mesma que a de uma pessoa não portadora da doença. O importante, neste caso, é buscar o tratamento e buscar as alternativas para melhorar a qualidade de vida dos portadores.

Algumas pesquisas, inclusive, indicam que o agravamento da Doença de Parkinson pode reduzir a expectativa em até 2 anos, mas nada que reduza drasticamente.

A Doença de Parkinson é hereditária?

A Fundação Nacional de Parkinson dos EUA apresentou uma pesquisa cujo resultado mostra que, sim, quem tem pais com Parkinson possui o dobro de chances de desenvolver a doença se comparado à população comum. Essa análise é feita com base no gene LRRK2.

O Mal de Parkinson é considerado muito comum! Cerca de 1% da população mundial é portadora da doença. Melhorar a qualidade de vida de quem vive com o Parkinson é possível, por meio das terapias complementares, medicação e até mesmo uma cirurgia – que deve ser analisada individualmente por um especialista.

Por fim, vale ressaltar que os sintomas da Doença de Parkinson não são exclusivamente motores. A perda de olfato, por exemplo, é considerada um sintoma pré-motor do estágio inicial do Parkinson. Portanto, fique atento!

Gostou desse texto? Então leia também Produtos para fisioterapia: conheça os mais recomendados para você!