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Tênis em cadeira de rodas: saiba tudo sobre o esporte

Você conhece a modalidade esportiva tênis em cadeira de rodas? Provavelmente, se você acompanhou as Paralimpíadas este ano, descobriu essa e mais uma dezena de modalidades esportivas para pessoas com deficiência.

Desta forma, já não é novidade que não há mais lugar para o capacitismo. E com as Paralimpíadas, vimos que muitos esportes, assim como o tênis em cadeira de rodas, estão sendo um motivo para o resgate da autoestima da pessoa com deficiência.

Sendo assim, desenvolvemos esse artigo sobre essa que é a modalidade esportiva para deficientes físicos que mais cresce no mundo. Continue lendo e saiba tudo sobre o tênis em cadeira de rodas!

Qual a origem do tênis em cadeira de rodas?

O tênis em cadeira de rodas teve seu surgimento nos Estados Unidos em 1976, quando Jeff Minnenbraker e Brad Parks criaram, o que viria ser, as primeiras cadeiras de rodas com adaptação.

Em 1988, foi criada a Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas e o esporte conseguiu ser inserido como uma modalidade Paraolímpica em 1992, nos Jogos de Barcelona.

Já no Brasil, a modalidade foi descoberta por José Carlos Morais em 1985, quando ele estava competindo pela seleção de basquete em cadeira de rodas.

Somente 11 anos depois, que Morais participou dos Jogos Paralímpicos de Atlanta, representando a modalidade ao lado de Francisco Reis Junior, e se tornou o primeiro brasileiro representando o Brasil no tênis em cadeira de rodas.

Requisitos para o esporte

De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro: “O único requisito para que uma pessoa possa competir em cadeira de rodas é ter sido medicamente diagnosticada com uma deficiência relacionada à locomoção”.

Sendo assim, estão aptos a participar do esporte pessoas que tiveram uma perda total ou perda funcional de uma ou mais extremidades do corpo, conforme estabelecido.

Se com essa limitação funcional a pessoa for incapaz de participar de competições de tênis para pessoas sem deficiência física, ela possivelmente estará credenciada para participar dos torneios de tênis para cadeirantes.

Cadeiras de rodas monobloco

Classes do tênis em cadeira de rodas

O tênis em cadeira de rodas se divide em duas modalidades. São elas:

• Modalidade Open: participam todos os atletas que foram diagnosticados com perda substancial ou total do movimento de um ou dos dois membros inferiores.

• Modalidade Quad: nessa categoria, os atletas que possuem algum tipo de deficiência nos membros inferiores utilizam cadeiras motorizadas.

Equipamentos necessários para o tênis em cadeira de rodas

Os equipamentos obrigatórios para a modalidade são raquetes, bolas e as cadeiras de rodas. No caso das cadeiras, elas precisam ser leves e rígidas de preferência, adaptadas para o esporte, para que seja mais fácil de fazer as manobras. No caso das rodas, precisam ser um pouco curvadas, com ângulo de cambagem acentuado, para que proporcione um maior equilíbrio e também velocidade.

Além disso, o tenista cadeirante pode usar faixas de tórax, cintura, pés e pernas para melhorar o equilíbrio e a mobilidade. As faixas de tórax e cintura, por exemplo, auxiliam em uma maior estabilidade para o atleta, principalmente para que ele tenha uma melhor movimentação.

Também existem faixas que são colocadas acima dos joelhos para fazer com que as pernas fiquem juntas. Os pés também podem ser presos através de faixas, evitando que eles saiam do descanso e proporcionando mais estabilidade aos atletas.

Regras do esporte

Antes de tudo, é importante saber que a modalidade é comandada no Brasil pela Confederação Brasileira de Tênis, de sigla CBTênis.

Além das regras já existentes no tênis tradicional, a regra dos dois quiques é o diferencial. O primeiro quique pode ocorrer dentro da área de jogo e o segundo em qualquer lugar da quadra. Sendo assim, o atleta cadeirante tem que jogar de volta a bola para o outro lado antes dela tocar pela terceira vez no chão.

Além disso, em relação ao sacador durante a execução do movimento, ele não poderá mudar de posição ou tocar com nenhuma roda em qualquer linha fora da área delimitada. Em caso de o jogador ser tetraplégico, uma outra pessoa poderá lançar a bola para ele.

O jogador também é proibido de usar qualquer parte de seu corpo como freio, bem como a cadeira de rodas, que é considerada como uma parte de seu corpo. Sendo assim, se a bola tocar nele ou em sua cadeira, ele perderá ponto independentemente da posição em que estiver, no momento em que a bola o atingir durante o jogo.

Por fim, o atleta cadeirante precisa desenvolver a técnica do esporte, além de resistência, um ótimo reflexo em conjunto com velocidade e força física.

Grandes nomes do tênis em cadeira de rodas

O grande nome do esporte, a nível mundial, é a holandesa Esther Vergeer. Ela possui uma notória carreira no tênis em cadeira de rodas, sendo 20 anos só de conquistas no esporte. Atualmente está aposentada. No entanto, ela é a atleta profissional com maior período de invencibilidade! Foram 10 anos, totalizando 470 vitórias no seu currículo. Além disso Vergeer, possui seis medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos.

No Brasil, temos a recifense Natalia Mayara, nascida em 1994. Natalia iniciou a carreira no esporte aos 12 anos de idade e, em 2016, representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio. No ano de 2015, ela foi eleita a melhor atleta na categoria do tênis de cadeira de rodas no Brasil.

Contudo, no Brasil ainda é necessário mais investimento governamental, mais divulgação midiática e mais atenção da população, não só no tênis em cadeira de rodas, mas nos demais esportes para pessoas com deficiência. É importante que haja uma maior difusão dos esportes, para que cada vez mais possamos ver paratletas se destacando.

Benefícios do tênis em cadeira de rodas

O esporte como um todo pode ser uma fonte inesgotável de esperança e possibilidades para qualquer pessoa e a mesma coisa se adequa para um esporte paradesportivo.

O tênis em cadeira de rodas pode ser um aliado importante para pessoas com deficiência, tanto em uma quadra, como em qualquer atividade do cotidiano. Pois auxilia na independência, no desenvolvimento da concentração e, com certeza, afeta de forma positiva na qualidade de vida e a saúde do atleta.

Além disso, pode ser extremamente útil para auxiliar na reabilitação física e psicológica, assim como na independência para desenvolver as atividades diárias, melhor sociabilidade, além de se manter ativo, ajudando na ansiedade e depressão.

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