Saúde

Escoliose: o que é e como funciona o tratamento

Atualmente, a escoliose é um problema que afeta muitas pessoas e, por isso, deve ser debatido com frequência. Afinal, esse tipo de deformidade pode ter várias origens. Isso independe do aspecto físico observado no portador.

Aliás, é importante mencionar que essa condição pode apresentar prognósticos completamente distintos. Dessa forma, a evolução do quadro também ocorrerá de forma diferente.

Acompanhe a leitura e saiba mais sobre essa patologia neste artigo!

Escoliose: o que é?

A escoliose ocorre quando a coluna vertebral assume uma posição desalinhada. Desse modo, ela tende a se contorcer no próprio eixo em uma perspectiva tridimensional. A inclinação acontece para os lados, para trás ou para frente. Essa deformidade pode surgir ainda na infância, sendo mais incidente nas mulheres.

Atualmente, a escoliose apresenta duas modalidades: a funcional e a estrutural. A primeira não está instalada de forma definitiva, até porque não tem a capacidade de atingir a estrutura óssea. Normalmente, essa condição afeta os músculos. A segunda, por sua vez, se mantém fixa na região, danificando as vértebras.

Tipos de escoliose

Em primeiro lugar, é importante compreender que existem diversos tipos de escoliose:

1. Escoliose neuromuscular

Instala-se por meio de sequelas provocadas por patologias neurológicas. Como exemplo, é possível mencionar a paralisia cerebral e a poliomielite.

2. Escoliose congênita

É uma condição de nascença, sendo responsável por aproximadamente 10% dos casos diagnosticados. Dessa forma, ela é provocada por uma má formação ou pela divisão desalinhada das vértebras.

3. Escoliose pós-traumática

Esse tipo de curvatura é estimulado pelas doenças capazes de afetar o tecido conjuntivo. Aliás, ela também pode ocorrer por meio de determinadas anomalias nos cromossomos.

4. Escoliose degenerativa do adulto

Essa situação é provocada pelo processo de degeneração dos discos presentes na coluna vertebral e nas articulações dela. Sobretudo, os riscos se tornam maiores com o avanço da idade.

5. Escoliose idiopática

Por fim, chegamos ao tipo mais comum de escoliose. Aliás, ele é responsável por aproximadamente 80% dos diagnósticos. Vale a pena mencionar que o nível de evolução do quadro e as suas características variam de portador para portador.

Atualmente, não é possível conhecer a sua origem. No entanto, essa condição é dividida em quatro grupos:

• Infantil: ocorre no nascimento, estendendo-se durante três anos;
• Juvenil: atinge as crianças com três anos, indo até os nove;
• Adolescente: ocorre dos 10 aos 18 anos;
• Adulto: inicia após os 18 anos.

Naturalmente, algumas pessoas se mostram mais propícias ao encurvamento da coluna. Aliás, na época da puberdade, há mais chances de progressão da curva devido ao crescimento do corpo. Em contrapartida, as crianças e os adolescentes podem não apresentar sintomas visíveis da doença, até que a inclinação comece a ser percebida.

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Quais são os sintomas?

Na maioria dos casos, os portadores apresentam um ou mais fatores como esses:

• Os quadris ou os ombros se tornam menos simétricos;
• A cintura tende a se mostrar desigual;
• A curvatura do corpo ocorre mais para um lado do que para o outro;
• Uma perna ou um lado da caixa torácica tende a parecer menor;
• Podem ocorrer dores musculares;
• Também é possível sentir cansaço na coluna, principalmente após passar muito tempo em pé ou sentado.

Como ocorre o diagnóstico da escoliose?

Geralmente, o diagnóstico dessa condição é obtido por meio de radiografias e testes clínicos. Entre os procedimentos estão:

• Tomografia computadorizada;
• Raio-x;
• Avaliação postural;
• Exames de ressonância magnética.

Sendo assim, ao observar os sinais dessa doença, é recomendado procurar um clínico geral, ortopedista ou fisioterapeuta. Afinal, eles são os profissionais capacitados para descobrir o diagnóstico e, consequentemente, indicar as melhores formas de tratamento.

Essa patologia tem cura?

De fato, ainda não existem medicamentos para curar a escoliose. No entanto, em muitas situações, é possível dizer que essa condição tem cura. Mas para isso, o tratamento deve iniciar precocemente, seguindo todas as orientações prescritas.

Porém, o sucesso dos resultados levará em consideração diversos quesitos, incluindo a gravidade da curvatura apresentada pelo paciente.

Como funciona o tratamento?

Para obter o tratamento adequado, é preciso conhecer o grau de curvatura na coluna. Veja:

• Curvaturas até 30 graus: tendem a ser tratadas de forma conservadora. Isso inclui alguns exercícios de fisioterapia específicos, especialmente os praticados por meio da RPG (Reeducação Postural Global);

• Curvaturas maiores que 30 graus: de fato, a fisioterapia é indicada. Além disso, é recomendada a utilização de coletes ortopédicos;

• Curvaturas maiores que 50 graus: nessa situação, a cirurgia pode ser o tratamento indicado. Afinal, a localização da curva tende a provocar a compressão de alguns órgãos vitais. Entre eles está o coração e o pulmão. No entanto, se os órgãos não forem comprimidos, é possível realizar o tratamento conservador.

Obviamente, o tratamento mais adequado levará em conta alguns fatores fundamentais como, por exemplo, o tamanho, a localização e a causa da curva. Também é preciso analisar o grau de evolução da doença e a idade do paciente. De fato, em algumas situações, a inclinação pode ser considerada leve, dispensando o tratamento. No entanto, com o passar do tempo, a escoliose pode se intensificar.

Por isso, em um momento inicial, o paciente tende a passar por uma avaliação funcional e radiológica detalhada. Além disso, também é realizada uma análise estética. Após esse procedimento, o especialista terá a capacidade de indicar o tratamento adequado. Em alguns casos, é possível recorrer ao uso de um corretor postural.

Geralmente, a fisioterapia também é extremamente indicada, afinal, o objetivo é evitar a progressão da curva, bem como da necessidade de uma cirurgia corretiva.

O que acontece se o tratamento não for feito?

Sem dúvida, a falta de um tratamento adequado pode acarretar em diversos transtornos para os portadores de escoliose. Entre eles estão:

Problemas respiratórios;
• Dores na região da coluna lombar;
• Progressão frequente na curvatura, aumentando o desalinhamento da coluna;
• Alguns problemas emocionais;
• Infecções na coluna vertebral;
• Danos no nervo espinhal ou na medula;
• Grande dificuldade no encaixe dos ossos.

Esses fatores determinam a necessidade de buscar um especialista, no intuito de obter um diagnóstico para, por fim, realizar o tratamento adequado. Afinal, a escoliose é um problema que demanda um grande nível de atenção. O objetivo é melhorar a saúde e, consequentemente, a qualidade de vida.

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