Fisioterapia

Fascite plantar: o que é e como tratar o problema

A fascite plantar, também conhecida como fasceíte plantar, infelizmente é um problema que atinge muitas pessoas, sendo uma das principais causas de dores nos pés. Ela pode acometer qualquer pessoa, principalmente aqueles que trabalham em pé ou que costumam fazer longas caminhadas.

A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar, uma membrana fibrosa e não muito elástica que recobre a musculatura do pé, cuja função é absorver os impactos que possam ocorrer e ajudar no andar.

Qualquer indivíduo pode ter a doença. Entretanto, alguns fatores podem favorecer o surgimento da fascite plantar, como o excesso de peso, praticar exercícios de grande impacto para os pés - como corridas e caminhadas -, ficar em pé por muito tempo e usar salto alto por muito tempo.

Felizmente, com o tratamento adequado é possível tratar a doença e eliminar os sintomas. Contudo, o tratamento pode demorar mais de um ano. Além disso, se não for diagnosticada e tratada precocemente, é possível que a doença evolua para a forma crônica.

O que causa a fascite plantar?

Como dissemos anteriormente, a fascite plantar é causada pela inflamação da fáscia plantar, uma membrana localizada na sola dos pés, cuja função é absorver os impactos e ajudar no andar.

Até o momento, não se sabe ao certo a causa dessa inflamação, mas acredita-se que seja devido ao estiramento excessivo da membrana ou devido a microlesões na região.

Acredita-se que o uso contínuo de saltos altos, o excesso de peso, o uso de sapatos muito duros e desconfortáveis por um longo período de tempo, pés chatos e a prática de exercícios que causam forte impacto nos pés possibilitam o surgimento da doença.

Principais sintomas da fascite plantar

O principal sintoma da fascite plantar é dor nos pés, mais especificamente nos calcanhares. Essa dor é semelhante a uma pontada e, na maioria dos casos, ela acomete apenas um pé, sendo menos comum o surgimento nos dois pés.

Essa dor tende a ser mais intensa na parte da manhã e vai amenizando ao longo do dia, conforme a pessoa for caminhando. Entretanto, se a pessoa ficar de repouso por muitas horas, a tendência é que a dor piore com o passar do tempo.

A fascite plantar também pode causar dor nos pés quando a pessoa estiver de sapatos de salto, assim como queimação, inchaço e sensação de formigamento nos pés.

Contudo, embora a fascite plantar seja uma das principais causas de dores nas solas dos pés, diversas outras doenças podem fazer com que elas aconteçam. Por isso, é de extrema importância consultar um médico ortopedista caso ocorra esses sintomas, para que o diagnóstico seja feito corretamente.

Como é feito o diagnóstico da fascite plantar?

O diagnóstico da fascite plantar é feito através de exames como radiografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias. Além disso, o médico ortopedista ou o fisioterapeuta também levam em consideração o histórico do paciente.

Se não tratada corretamente e no tempo certo, a fascite plantar pode evoluir para a forma crônica da doença, o que pode causar muita dor e até mesmo problemas nos joelhos e quadris do paciente.

Tratamento para fascite plantar

Felizmente, a fascite plantar tem tratamento e este, quando feito corretamente, pode minimizar e até mesmo acabar com os sintomas causados pela doença. O tratamento é simples e tem como objetivo reduzir a inflamação, o que acaba aliviando a dor.

O tratamento da fascite plantar é prescrito pelo ortopedista e deve ser feito o quanto antes para evitar que a doença cause outras complicações.

É importante ressaltar que se trata de um tratamento lento, que pode levar de 12 a 18 meses e é essencial que o paciente não interrompa o tratamento antes do tempo. Deve-se também evitar a automedicação, pois isso pode prejudicar o quadro clínico do paciente.

Uso de compressas e medicação

Durante a fase aguda da doença, que é quando as dores são mais intensas, uma forma bastante eficaz de diminuir a dor e o inchaço e trazer alívio ao paciente é colocar gelo sobre a área afetada. Duas vezes por dia, durante 10 a 15 minutos, são suficientes.

Entretanto, se a dor for muito intensa, somente o frio pode não adiantar. Nesses casos, é interessante colocar algo quente sobre a área afetada. O uso de fármacos, como analgésicos ou anti-inflamatórios receitados pelo médico, também alivia bastante os sintomas.

Uso de órteses e produtos ortopédicos

O uso de palmilhas ortopédicas, calcanheiras ou almofadas para o calcanhar, indicadas pelo médico ortopedista, também são excelentes alternativas, pois absorvem o impacto causado pelo andar.

Outra solução bastante interessante para a fase aguda da doença são as chamadas “botas walker”. Elas foram desenvolvidas com o objetivo de absorver melhor o impacto e distribuir melhor o peso, o que faz com que não haja sobrecarga do músculo. Além disso, promovem o alongamento da musculatura, pois mantêm o pé em um ângulo de 90°.

Bota ortopédica para fascite plantar

Outros tipos de tratamento

O tratamento com fisioterapia e exercícios específicos, como alongamentos, também é uma excelente opção para quem sofre com a fascite plantar. Em casos de fascite plantar crônica, uma boa alternativa para aliviar os sintomas e tratar a doença é o tratamento por ondas de choque.

O tratamento convencional funciona em 95% dos casos, porém há aqueles pacientes que não obtêm resultados com eles. Quando isso acontece, é possível fazer uma fasciotomia plantar, uma cirurgia que consiste na libertação de até 50% das fibras da membrana da fáscia plantar.

Prevenção

A fascite plantar é uma doença de tratamento simples, contudo, é possível que os sintomas voltem. Para não correr esse risco, bem como desencadear a doença, o melhor remédio é a prevenção.

Para evitar o surgimento da doença, é importante procurar se manter dentro do peso ideal ou até mesmo perder peso se for o caso, evitar usar calçados desconfortáveis por um longo período de tempo como sapatos com solados duros, muito baixos ou com saltos muito altos e finos.

Também é importante se atentar ao calçado quando for praticar alguma atividade física, como caminhar ou correr. Procure sempre fazer alongamentos e nunca aumente a intensidade da atividade de forma abrupta. O uso de palmilhas feitas sob medida também é uma excelente alternativa para estes casos.

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